O jurídico do banco me chamou para uma reunião: como devo proceder?

Recebemos alguns relatos recentemente de funcionários do banco, informando que foram chamados para participar de reunião com o setor jurídico da empresa.

É importante, inicialmente, que o bancário entenda que o banco pode proceder desta forma, não há qualquer vedação expressa em lei.

A questão, de fato, gira em torno do teor/intuito desse tipo de procedimento e de quais consequências isso pode gerar para o empregado.

Normalmente, o objetivo desse tipo de reunião é tratar sobre situações internas do banco, do dia a dia dos funcionários. É questionado, por exemplo, sobre o horário de entrada e saída de determinado funcionário, se o ponto é batido corretamente, sobre a postura/tratamento de determinado empregado perante os outros colaboradores, etc.

A reunião normalmente é feita por dois advogados(as). Em regra, são realizadas perguntas “capciosas”, no real objetivo de obter informações valiosas para a empresa.

O ideal é que o funcionário evite abordar com detalhes sobre qualquer tipo de situação, seja em relação especificamente ao seu trabalho, seja em relação a outro colaborador do banco.

Isso porque o que for dito nesse tipo de reunião pode vir a prejudicar o funcionário, não só no presente (no dia a dia do trabalho, pois dependendo do que for abordado, o jurídico pode tomar determinadas atitudes para coibir certas situações), mas também no futuro (se eventualmente o funcionário vier a ingressar na justiça para pleitear os direitos pertinentes ao contrato de trabalho).

Em suma: o importante é que o bancário não se comprometa nesse tipo de reunião, buscando “sair pela tangente”, evitando não se prejudicar e prejudicar outros colegas de trabalho.

Razão social: Merçon Advogados