O ambiente bancário é um lugar muito propício ao assédio moral, onde funcionários passam frequentemente situações de humilhação e desvalorização.
Ocorre que, muitas das vezes, apesar de passarem por momentos como esses, muitos não percebem o tamanho da gravidade desses episódios e por isso não têm conhecimento que tal prática é proibida.
O assédio mais frequente nos bancos, é aquele que ocorre quando um funcionário é assediado por pessoa hierarquicamente superior. Apelidos pejorativos e situações vexatórias realizadas por um gerente, por exemplo, caracteriza esse tipo de assédio.
Os exemplos mais comuns são: Imposição de metas abusivas ou impossíveis de atingir, horários e jornadas de trabalho excessivos, brincadeiras ofensivas e constrangedoras, humilhações, privadas e públicas, ameaças de punições e demissão, apelidos constrangedores ou pejorativos, entre outros.
Essas práticas vivenciadas diariamente pelos bancários em seu ambiente de trabalho, trouxe um crescimento significativo de transtornos psicológicos e um número considerável de pedidos de aposentadoria por incapacidade.
Segundo o Tribunal Superior do Trabalho os bancários estão entre os trabalhadores que mais sofrem assédio moral no Brasil.
Importante lembrar que um ato isolado não pode ser configurado assédio, apenas a sua repetição ou ocorrência sistemática.
Portanto, é preciso entender que tais situações sofridas no dia a dia pelos bancários não são situações normais e, que por isso, a instituição financeira deve indenizar o seu empregado por tais práticas.